
No universo da farmácia magistral, onde cada fórmula é criada sob medida para atender às necessidades únicas de um paciente, a qualidade e a segurança não são opcionais — são imperativas. No Brasil, as Boas Práticas de Manipulação (RDC 67/2007 e atualizações da Anvisa) já estabelecem um patamar elevado de exigências. Mas, cada vez mais, as farmácias de manipulação que buscam excelência e reconhecimento internacional adotam as normas da United States Pharmacopeia (USP) — especialmente os capítulos <795>, <797> e <800> — como referência complementar para elevar seus processos.
Esses capítulos da USP, atualizados recentemente (com vigência plena a partir de 2023 e ajustes contínuos em 2025), trazem diretrizes modernas para a manipulação não estéril, estéril e o manejo de medicamentos perigosos. Implementá-los significa reduzir riscos, proteger pacientes e colaboradores, e fortalecer a credibilidade da farmácia no mercado.
Mas o que cada norma realmente exige? E como elas podem transformar o dia a dia da sua operação? Vamos entender ponto a ponto.
O capítulo USP 795 (Pharmaceutical Compounding – Nonsterile Preparations) estabelece as boas práticas para a preparação de medicamentos não estéreis, como cápsulas, pomadas, cremes, soluções orais, suspensões e supositórios.
Principais exigências atuais (pós-atualização 2023/2025):
Essas exigências ajudam a minimizar erros de contaminação, inconsistências na formulação e variações indesejadas — problemas que, em formulações personalizadas, podem comprometer a eficácia e a segurança do paciente.
Já o capítulo USP 797 (Pharmaceutical Compounding – Sterile Preparations) é o padrão ouro para manipulações que exigem esterilidade, como injetáveis, oftálmicos, inalatórios aquosos e preparações para uso em cavidades estéreis.
Atualizações recentes simplificaram as categorias (agora Category 1 e Category 2 CSPs), mas reforçaram:
Farmácias que manipulam preparações estéreis e adotam a 797 demonstram compromisso com a segurança do paciente em nível internacional, especialmente em tratamentos sensíveis como hormônios injetáveis, quimioterápicos personalizados ou preparações oftálmicas.
O capítulo USP 800 (Hazardous Drugs – Handling in Healthcare Settings) foca no manejo seguro de medicamentos perigosos (aqueles com potencial carcinogênico, teratogênico, tóxico reprodutivo, etc.), conforme a lista NIOSH atualizada.
Principais pilares:
No contexto brasileiro, onde hormônios, imunossupressores e alguns antineoplásicos personalizados são manipulados com frequência, seguir a <800> protege não só o paciente, mas principalmente a saúde da equipe que lida diariamente com esses compostos.
Embora as RDCs da Anvisa sejam a base regulatória obrigatória, as normas USP complementam e atualizam os processos com base nas melhores práticas globais. Farmácias que as incorporam:
Na Axios Brasil, fornecemos padrões de referência, insumos certificados, equipamentos para salas limpas e suporte técnico para implementação dessas normas, ajudando sua farmácia a transformar exigências em vantagem competitiva.
A manipulação magistral não é apenas uma técnica — é uma responsabilidade. Adotar padrões como USP 795, 797 e 800 é o caminho para elevar a qualidade, proteger vidas e construir confiança duradoura.
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